POEMA
(Este poema foi escrito em Olinda, no dia 01 de julho de 2009, e
recitado no Curso de 'Formação de Formadores, em Triunfo,
no mês de Abril)
recitado no Curso de 'Formação de Formadores, em Triunfo,
no mês de Abril)
Vamos todos refletir porque ainda não enfrentamos
Esta mazela social da qual nos envergonhamos.
Ela está emaranhada na pobreza estrutural.
E o que mais a fortalece esta doença mundial?
É saber que as pessoas não conhecem no real os seus direitos garantidos na constituição federal.
Tão bonito é dizer que estamos no contrário
De quem explora o humano pelo ganho monetário.
O difícil é agir, o difícil é abrir o poder na mão do pobre coibindo quem explore.
Se falamos de poder, vamos lá continuar. Todos sabem que ele está, para o rico, em primeiro lugar.
Se é rico de nascença ou é só por aparência não importa o detalhe,
Mas sabemos que o entalhe só não é de traços afros.
Nem o negro, nem a negra, nem a criança, nem o adulto,
Nenhum pobre miserável escapa deste “indulto”.
De sair da sua terra para tentar algo melhor
E saber logo que chegam que entraram numa pior.
A Europa é o sonho de quase toda esta gente,
Duas formas de viajar estão muito presentes.
Ou se vai pagando em euros ou se paga com a vida.
E o que se traz nessa bagagem são lembranças ou feridas.
Mas só daqueles que escaparam para contar esta história, quase sempre escondida.
Há quem ache que por lá está melhor que no Brasil,
O que sofreu esta pessoa para escorrer neste funil?
Porque só com muita sorte se consegue trabalhar
Sem vender o próprio corpo, nem começar a se drogar.
Mas que droga é esta vida que consome antes da hora esta pobre tão sofrida?
Ninguém sabe o que ela é, só aquele que passou por esta casa que viola o direito da infância.
É a casa que explora, que maltrata, que espanca, que corta o sonho e a esperança.
E a rua não é casa? Não. Não tem teto, nem parede, não tem piso, nem tem chão.
Mas o que não existe na verdade é carinho e proteção.
Se sabemos tudo isto o que falta para expurgar, para fazer a contenção?
È nos pormos no lugar de quem sofre esta violação.
Mas algo tem que melhorar. Isto tem uma procedência.
É saber que já chegou um retirante nordestino no cargo da presidência.
Esta é uma formar poética de lembrar o Tráfico de Seres Humanos e protestar pelo cancelamento do Seminário que apresentaria a minuta do Fluxograma de atendimento as vítimas deste crime em Pernambuco. Que tornaria real o atendimento à estas pessoas que chegam desacreditadas da sua cidadania. O cancelamento foi feito pelo Governo do Estado, nas vésperas deste encontro, mostrando o desrespeito ao COMITÊ de combate ao Tráfico de Seres humanos e sem nenhuma explicação a sociedade civil, que tanto trabalhou para que este momento chegasse.
Na Constituição de 1988 se estabelece o estado democrático, que pauta o estreitamento das responsabilidades e ações sociais entre o Governo e a Sociedade. Para tanto, é preciso que a máquina estatal saiba caminhar em conjunto e com respeito, para com aqueles que não querem nada mais que uma sociedade justa e igualitária para todos. LAMENTAMOS!
“Há que se duro sem perder a ternura jamais” Che Guevara.
Adriana Duarte Araújo.
COLETIVO MULHE VIDA.
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